Amadora, Portugal: VIII International Day for Disaster Reduction conference / VIII conferência Dia Internacional para a Redução de Desastres
"Living with Disability & Disasters " was the theme launched this year by the United Nations Office for Disaster Risk Reduction (UNISDR). The Municipality of Amadora organized a conference to discuss the issue of people with special needs and disasters.
During the opening session, Carla Tavares, vice president of Amadora City Council, highlighted the importance of working with disabled people. "Promoting a culture of prevention" was the sentence most repeated by speakers which explained the importance of involving not only institutions, but the entire civil community in the difficult task of disaster risk reduction. Maria José Roxo, professor at the University of Lisbon, said the role of the human being is more valuable than the contribution that science can make in reducing the impact of disasters . "Science makes sense only if it is shared with people and decision makers."
Full story in Portuguese:
O auditório dos Recreios da Amadora acolheu, esta segunda-feira, dia 14 de outubro, a VIII Conferência “Dia Internacional para a Redução de Desastres”, organizada pela Câmara Municipal da Amadora, em colaboração com a CERCIAMA - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Amadora.
“Living with Disability & Disasters”, temática lançada este ano pela Estratégia Internacional para a Redução de Desastres da Organização das Nações Unidas, foi o mote desta conferência, que procurou debater a problemática de pessoas com necessidades especiais e os desastres. Que convivência?
Durante a sessão de abertura, Carla Tavares, vice-presidente da Câmara Municipal da Amadora, destacou a importância do trabalho de georreferenciação de idosos e pessoas com deficiência, que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos três anos no concelho, em parceria com várias instituições, sendo esta uma ferramenta importante para acertar estratégias de intervenção nesta área.
“Promover uma cultura de prevenção” de desastres naturais e humanos foi a frase mais proferida pelos oradores que procuraram explicar a importância de envolver não apenas instituições, mas toda a comunidade civil na difícil tarefa da prevenção e redução de desastres. Maria José Roxo, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, referiu que o papel do ser humano é tão ou mais valioso que o contributo que a ciência pode dar na diminuição do efeito das catástrofes. “A ciência só faz sentido se for partilhada com as pessoas e com os decisores”, concluiu.
Durante o encontro, Ana Brás, diretora geral da CERCIAMA, explicou como são implementadas as ações que visam a formação dos utentes e técnicos daquela instituição em caso de desastre. Houve ainda oportunidade para assistir a um pequeno teatro, levado a cabo pelos utentes desta cooperativa, que, de forma divertida, simularam o que devem fazer quando é acionado um plano de evacuação.
António Neves, da Equipa Comunitária de Resposta à Emergência – ECRE, destacou que é preciso alterar o estereótipo criado em torno da expressão “pessoas com necessidades especiais”. Para tal, devemos considerar não apenas aqueles que são portadores de uma deficiência, mas antes “todos os cidadãos que, por força da idade ou de qualquer limitação, estão mais fragilizados para dar resposta a uma situação de emergência”. Ressaltou ainda que, no concelho da Amadora e de acordo com os Censos 2011, dos 175 136 habitantes, cerca de 32 742 têm mais de 65 anos e que existem 26 297 pessoas com algum tipo de limitação/deficiência, reforçando desta forma a pertinência do mapeamento destes cidadãos através da georreferenciação, numa lógica de “conhecer para atuar”.